UMA GERAÇÃO DE BARNABÉS

04/02/2017

Compartilhar:

A GERAÇÃO BARNABÉ

TEXTO BÁSICO: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente” (At 11.25-26).

INTRODUÇÃO: Temos estudado neste ano sobre a importância de gerarmos filhos para Deus. O Espírito Santo tem nos movido a alcançar os perdidos, cumprindo assim nossa missão, a grande comissão dada por Jesus. Quando uma criança nasce, traz alegria para a sua família. Gerar filhos para Deus, também, nos dá muita alegria! Queremos chamar sua atenção neste estudo para um princípio: quem gera, cuida. Não podemos apenas nos alegrar quando as vidas se rendem a Jesus e esquecê-las: “Se em uma semana dois deixaram de ir, na próxima, outros virão…”. Este pensamento errado tem ocupado a mente de muitos. É preciso fechar a porta dos fundos, e se for preciso, soldá-la! É necessário cuidar das vidas, não se ocupando apenas em ganhar, mas empenhando-se para não perder ninguém, fazendo como o Senhor Jesus ensinou: “Quando estava com eles no mundo, eu os guardava pelo poder do teu nome, o mesmo nome que me deste. Tomei conta deles; e nenhum se perdeu, a não ser aquele que já ia se perder para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem” (Jo 17.12).

Pessoas não são números, pois cada um tem valor diante de Deus. Quando cada pessoa é cuidada, consequentemente se torna sadia na fé, e como já disse alguém: “Ovelha sadia, sempre dá cria (filhotes)!”.

Neste estudo vamos aprender com Barnabé, algumas características que fazem parte do discipulado. Que venha um novo tempo, e que Deus levante em nossos dias uma “geração de Barnabés”!

 

1. A Identidade de Barnabé

Na Igreja Primitiva encontramos um homem que destacava-se no meio dos irmãos. Ele chamava-se José, um nome muito comum na época. Suas atitudes chamavam a atenção de todos, a ponto de lhe darem um segundo nome: Barnabé. Este sobrenome passou a ser o seu principal nome, em virtude do que ele fazia. O prefixo grego “bar”, significa filho e encontramos no Novo Testamento alguns nomes com esse prefixo: Bartimeu (filho de Timeu); Bartolomeu (filho de Tolmeu ou Ptlomeu). O nome Barnabé, por sua vez, significa “filho da consolação” e está associado ao Espírito Santo, quem em João 14.26, é chamado de consolador (no grego parakletos): “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”.

Portanto, o nome Barnabé, poderia ser também entendido, como filho do Espírito Santo! É claro que todo filho de Deus tem o Espírito Santo dentro de si, mas a ênfase neste caso é para o caráter e atitudes. O povo via em Barnabé, coisas inerentes ao Espírito Santo, como: apoio, consolo, doação e instrução. Ele era natural de Chipre, e segundo o historiador Clemente de Alexandria, era um dos 70 discípulos, que Jesus enviou a pregar. Barnabé também é um dos poucos chamados de apóstolos além dos doze que Jesus escolheu: “Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando e dizendo: Varões, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, e o mar, e tudo quanto há neles” (At 14.14).

 

2. As Atitudes de Barnabé

Encontramos em Barnabé qualidades tremendas que precisamos imitar, afinal, a Palavra de Deus nos admoesta a imitarmos a fé daqueles que são verdadeiramente homens de Deus. Vejamos estas atitudes:

1ª) Barnabé Investia no Reino de Deus

“Então, José, cognominado, pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da Consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos” (At 4.36-37).

Barnabé destacou-se porque vendeu uma propriedade, que segundo alguns historiadores, deveria ser valiosa e colaborou com o valor para ajudar a igreja e o trabalho dos apóstolos.

2ª) Ele Acreditava na Mudança das Pessoas

“E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo. Então, Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor, e este lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus” (At 9.26-27).

Certo dia, um adesivo em um carro me chamou a atenção: “Quanto mais conheço as pessoas, mas gosto do meu cachorro”. Essa frase retrata o sentimento de muitos em não dar valor, nem acreditar nas pessoas. Parece que no senso comum a idéia é : “todo mundo é culpado, até que se prove o contrário”. É lastimável que a sociedade tenha chegado a esse ponto. A Igreja do Senhor, não pode seguir nesta direção! Imagine se não houvesse alguém que acreditasse nas palavras do apóstolo Paulo… Calcule a perda que ele e a Igreja teriam…

Pregamos um evangelho de restauração, mas muitos irmãos não crêem nela, não dão uma chance de mudança e recomeço a outros e rotulam as pessoas como: “o infiel; o desobediente; o caloteiro; o frouxo; o sem visão; o enrolado; o sem pegada etc”. É preciso acreditar na mudança das pessoas, assim como o Senhor fez conosco. Lembremos do diálogo de Jesus, com o homem que há poucos dias, havia negado por três vezes que o conhecia: “E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21.15-17). Jesus acreditou tanto na mudança de Pedro, que confiou suas ovelhas a ele! Para muitos, Pedro sequer poderia ser considerado novamente uma ovelha. Pense nisso…

3ª) Barnabé Lembrava-Se dos Esquecidos

“E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (At 11.25).

Após sua conversão, Paulo pregava com ousadia em Jerusalém. Ele incomodava tanto os helenistas, que eles procuravam matá-lo. Quando os irmãos souberam disso, o mandaram de volta para Tarso, sua terra natal (Atos 9.30). Paulo permaneceu ali, esquecido por cerca de cinco anos. A obra de Deus continuou, cresceu e ninguém lembrava-se mais dele. Até que Barnabé rompeu o silêncio, e partiu para Tarso em busca de Paulo.

 

3. A Geração Barnabé

A Igreja do Senhor precisa atentar para a importância do cuidado com os irmãos. Não podemos nos conformar com as perdas e com as desistências. Precisamos nos levantar como uma geração de Barnabés, que se doam, acreditam na mudança das pessoas e lembram dos irmãos esquecidos.

Existem hoje, muitos “Paulos” esquecidos, que poderiam somar tremendamente no trabalho de evangelização do mundo. Pense no prejuízo que teríamos, se Paulo ficasse esquecido em Tarso. Barnabé, com certeza enfrentou desafios para buscar Paulo, provavelmente ouviu críticas, além do desconforto da viagem. Mas ele não desistiu de Paulo! Não vamos desistir das pessoas. Vamos perseverar no trabalho de discipulado, e com certeza muitos “Paulos” serão levantados por Deus, através da nossa vida.

Vou ficar contente em gastar tudo o que tenho e até a mim mesmo para ajudá-los. Será que vocês me amarão menos só porque eu os amo tanto?”

(2 Co 12.15)

 

CONCLUSÃO:

ü     Quando uma criança nasce, traz alegria para a sua família. Gerar filhos para Deus, também, nos dá muita alegria!

ü     Pessoas não são números, pois cada um tem valor diante de Deus. Quando cada pessoa é cuidada, consequentemente se torna sadia na fé.

ü     O povo via em Barnabé, coisas inerentes ao Espírito Santo, como: apoio, consolo, doação e instrução. Devemos olhar o exemplo de Barnabé e pedir ao Senhor que nos ajude a imitá-lo, pois com estas qualidades conseguiremos discipular com eficiência e não perderemos as pessoas no meio da caminhada.


Compartilhar: